CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 694
O comissário fica diretamente obrigado para com as pessoas com quem contratar, sem que estas tenham ação contra o comitente, nem este contra elas, salvo se o comissário ceder seus direitos a qualquer das partes.

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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Resumo Jurídico: Artigo 694 do Código Civil - Do Contrato de Seguro

O artigo 694 do Código Civil estabelece um princípio fundamental no âmbito dos contratos de seguro: a obrigação do segurado de agir de boa-fé e com diligência para evitar ou minimizar o sinistro.

Em termos simples, o artigo determina que, caso o segurado, com sua conduta ou omissão, agrave intencionalmente o risco de ocorrência do sinistro ou o seu valor, ele perderá o direito à indenização.

Pontos chave do artigo:

  • Boa-fé e Diligência: O segurado deve agir com honestidade e tomar todas as precauções razoáveis para evitar que o evento coberto pelo seguro aconteça, ou para que, caso aconteça, os danos sejam os menores possíveis.
  • Agravamento Intencional do Risco: A perda do direito à indenização ocorre quando o segurado, de forma deliberada, realiza ações ou deixa de fazer algo que, conscientemente, aumenta a probabilidade de ocorrência do sinistro ou eleva o seu montante. Não se trata de um mero descuido ou erro, mas sim de uma conduta com intenção de agravar o risco.
  • Consequência: A principal consequência da violação dessa obrigação é a perda do direito à indenização pelo seguro.

Exemplos práticos:

  • Um proprietário de um imóvel segurado que, sabendo de um problema elétrico que pode causar incêndio, se omite em realizar o reparo necessário, com o intuito de receber o seguro em caso de incêndio.
  • Um segurado que, após um acidente de veículo, intencionalmente causa mais danos ao carro com o objetivo de aumentar o valor da indenização.

Importância do artigo:

Este artigo visa equilibrar a relação contratual entre segurador e segurado. Ao impor essa obrigação ao segurado, o Código Civil busca coibir fraudes e comportamentos maliciosos que poderiam onerar excessivamente o mercado de seguros e, consequentemente, aumentar os custos para todos os segurados. A boa-fé é um pilar essencial para a validade e a execução dos contratos, e no seguro, essa premissa se torna ainda mais crucial.